INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE CIRURGIA do MINI-ABDÔMEN

Durante o ato, faz-se uma incisão (corte), logo acima da púbis, na altura de uma cesariana por exemplo, e solta-se a pele com a gordura local, dos músculos na profundidade, até ao umbigo, ou alem dele, às vezes até mesmo soltando-o de seu local. Isto servirá para tração melhor da pele para baixo, e maior retirada de pele neste local, que é o nosso propósito.

Em seguida, traciona-se delicadamente a pele já solta, para baixo, até onde se deseja retirar, produzindo com isso, um melhor aspecto da pele no abdômen inferior que ficará mais esticada e possivelmente sem dobras. Fixamos novamente com pontos internos, o umbigo em seu novo local, mais ou menos, uns 2 a 3 cm mais abaixo, a ser definido na hora da cirurgia. Nem todos os casos será necessário soltar o umbigo. Falaremos disso bem antes para resolver o melhor para você.

Será feito uma sutura (costura) deste local de corte na região supra-púbica, que deixará uma cicatriz futura bem localizada aí, que poderá ser coberta pela sua vestimenta, naturalmente. O tamanho em extensão deste corte, dependerá da necessidade, do cálculo da flacidez da pele avaliada antes, mas costumam ser maiores do que a cesárea, claro.

Vamos falar um pouco sobre as cicatrizes; em algumas pessoas ocorre um certo ‘alargamento’ e escurecimento desta com o retorno à vida normal da paciente, o que irá merecer reavaliações constantes. Esta cicatriz é planejada para ficar escondida sob as roupas de banho quando possível e infalivelmente passará por vários períodos de evolução, como se segue:

PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30º dia e apresenta-se com aspecto muito bom e pouco visível. Alguns casos apresentam discreta reação aos pontos ou ao curativo.

PERÍODO MEDIATO. Vai do 30º dia até o 12º mês. Neste período haverá espessamento natural da cicatriz, bem como mudança na tonalidade de sua cor, passando de "vermelho para o marrom", que vai, aos poucos, clareando ou não dependendo de vários fatores. Este período, o menos favorável da evolução cicatricial, é o que mais preocupa as pacientes. Como não podemos apressar o processo natural da cicatrização, recomendamos às pacientes que não se preocupem, pois o período tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais.

PERÍODO TARDIO: Vai do 12º ao 18º mês. Neste período, a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente, atingindo assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer reavaliação do resultado definitivo da cirurgia do abdome deverá ser feita após este período. Costumamos repetir as fotografias como feito antes com 6 meses, para comparações.

Recomendamos o uso de uma cinta modeladora (“macaquinhos”), que ajudam na sustentação da postura após a cirurgia, pois acontece sempre algum inchaço, diminuindo também a dor pós-operatória e a tração das cicatrizes, além de manter a pele que foi liberada, em nova posição durante sua cicatrização normal. Existem várias marcas das mesmas no mercado e locais de venda. Veja mostruários comigo no consultório. Elas serão usadas durante muito tempo (mais ou menos dois meses), podendo estragar facilmente, e pode-se comprar duas para facilitar, se puder e desejar.

Sempre ocorre uma certa dormência na pele descolada, mais comumente abaixo do umbigo, pois houve grande descolamento e tração da pele e de seus nervos para baixo. Esta dormência costuma retornar à normalidade após algum tempo (não se tem como precisar) com a melhora do inchaço, mas há casos de não acontecer uma recuperação total.

O resultado final de qualquer cirurgia acontece quando fazem seis meses da mesma. Portanto, procure aguardar esse período para ver a evolução que acontecerá. Sempre nos procure para qualquer esclarecimento dentro desse tempo ou após o mesmo.

Poderei ter filhos futuramente? E o resultado não será comprometido?

O seu médico ginecologista lhe dirá da conveniência ou não de nova gravidez. Quanto ao resultado poderá ser preservado, desde que na nova gestação seu peso seja controlado por aquele especialista. Aconselhamos, entretanto, que tenha todos os filhos programados antes de se submeter a uma cirurgia deste porte.

Quanto à evolução, seja paciente, pois seu organismo se encarregará de dissipar todos os pequenos transtornos intermediários que, infalivelmente chamarão a atenção de alguma de suas amigas que não se furtará a dizer: “SERÁ QUE ISTO VAI DESAPARECER MESMO?”.

É evidente que toda e qualquer preocupação de sua parte deverá ser a nós transmitida. Daremos os  esclarecimentos necessários, para sua tranqüilidade.

Em tempo: em algumas pacientes, ocorre uma certa ansiedade nesta fase decorrente do aspecto transitório (edema, curativos, insensibilidade, transição cicatricial, etc.). Isto é passageiro e geralmente reflete o desejo de se atingir o resultado final o quanto antes.

Complicações possíveis: manchas da pele pelo extravasamento de sangue local, perda de sensibilidade ao tato, infecções de pele, cicatrizes ruins como em qualquer cirurgia, seroma que são acúmulos de sangue abaixo da pele descolada, e o mais dramático são as necroses da pele local (gangrena) pela perda da circulação de sangue na área tratada. Falaremos com certeza sobre isto no consultório.

Lembre-se que nenhum resultado de cirurgia do abdome deverá ser considerado como definitivo antes do 6º mês.

 Em caso de pacientes obesas principalmente, poderá ocorrer após o 8º dia, a "eliminação de razoável quantidade de líquido amarelado" por um ou mais locais da cicatriz. Este fenômeno é chamado de "lipólise" (Seroma) e nada mais é do que a dissolução da gordura tratada próxima à área da cicatriz que vai sendo eliminada gradativamente, sem que isso venha a se constituir uma complicação. Estaremos sempre acompanhando.

Faremos consultas de seguimento durante pelo menos seis meses, portanto programe sua vida para isto. 

Será necessário seu afastamento do trabalho doméstico ou fora, pelo menos por quinze dias.

Quando necessário, em situações imprevisíveis de seu organismo, é indicado por nós, uma“reintervenção” ou seja, uma nova cirurgia, agora logicamente de menor manipulação e mais simples, pois podem restar áreas de acúmulo de gordura ou cicatrizes ruins em alguns locais como pequenos papinhos ou ‘orelhas’ nos cantos da incisão (corte/cicatriz). Os gastos com o hospital, para estas reintervenções, e com os anestesistas se deles necessitarmos, será de responsabilidade da paciente.

 

Finalmente, procure tirar todas as suas dúvidas antes da cirurgia. Anote em casa e traga-as até nós. Traga também seus parentes para que também fiquem cientes do que você fará e possam te ajudar em casa.

É importante deixar claro que não temos como prever certamente a boa evolução de uma cirurgia, e assim poderá haver necessidade de gastos não previstos durante as mesmas como: necessitarmos de internações em maior tempo ou até mesmo de CTI, necessidade de reintervenções em curto espaço de tempo por exemplo em casos de Hematomas (sangramentos maiores) ou infecções, e até mesmo reintervenções tardias para revisão de cicatrizes ruins, ou complementos cirúrgicos ("retoques") para alcançarmos melhores resultados. Essas ocorrências geram então custos de parte hospitalar e médica, que deverão ser arcados por você. É importante que entenda muito bem isto.

Então faça sua parte rigorosamente no pós-operatório, tanto imediato quanto mais tardio.

 

Esta despretensiosa mensagem foi elaborada com intuito de informá-la (o) à respeito da cirurgia plástica do mini-abdômen.

Teremos imenso prazer em esclarecer detalhadamente quaisquer outras dúvidas.

 

RECOMENDAÇÕES SOBRE A CIRURGIA DE “MINI-ABDOMINOPLASTIA”

RECOMENDAÇÕES PRÉ-OPERATÓRIAS:

1.     Comunicar-se conosco até dois dias antes da cirurgia, em caso de gripe, período menstrual, indisposição, etc.

2.     Internar-se no hospital indicado na guia, obedecendo ao horário marcado, e em Jejum absoluto de 6 hs.

3.     Proibido bebidas alcoólicas ou refeições “fartas”, na véspera da cirurgia.

4.     Evitar todo e qualquer medicamento para emagrecer, que eventualmente esteja  fazendo uso, por um período de 10 dias antes do ato

        cirúrgico. Isto inclui também os diuréticos;

5.     Programe suas atividades sociais, domésticas ou escolares, de modo a não se tornar indispensável a terceiros, por um período de

        aproximadamente duas semanas.

RECOMENDAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS:

1.     Evitar esforços por três semanas.

2.     Levantar-se tantas vezes quanto lhe for recomendado por ocasião da alta hospitalar, obedecendo aos períodos de permanência sentada,

        assim como evitar ao máximo escadas longas.

3.     Evitar molhar o curativo exceto se a autorizarmos.

4.     Não se exponha ao sol ou friagem, por um período mínimo de duas semanas.

5.     Andar com ligeira flexão (curvada) do tronco e manter passos curtos, por um período de 14 a 21 dias.

6.     Obedecer à prescrição médica rigorosamente.

7.     Voltar ao consultório para os curativos subseqüentes, nos dias e horários estipulados.

8.     Provavelmente você estará se sentindo tão bem, a ponto de esquecer-se de que foi operada recentemente. Cuidado! A euforia poderá levá-la

        a um esforço inoportuno, o que determinará vários transtornos.

9.     Não se preocupe com as formas intermediárias nas diversas fases. Não se apavore ou fique ansiosa antes de nos comunicar. Tire conosco

         quaisquer dúvidas.

        Alimentação normal (salvo em casos especiais) a partir do dia seguinte.

        Aguarde para fazer sua "dieta ou regime de emagrecimento", após a liberação médica. A antecipação desta conduta por conta própria,

        poderá determinar conseqüências difíceis de serem sanadas.  

        Consulte este folheto de instruções quanto à sua evolução pós-operatória, tantas vezes quanto necessário. 

        Contate-nos sempre que desejar ou precisar, pelo Celular 99105-8289.