Conheça o Dr. Reinaldo Neves

40 anos dedicados à Medicina
e à Cirurgia Plástica
Sou Dr. Reinaldo Caldeira Neves, médico e cirurgião plástico, com 40 anos de atuação profissional na Medicina e na Cirurgia Plástica.
Minha trajetória começou em 1986, quando concluí o curso de Medicina pela UNIMONTES
em minha cidade natal, Montes Claros ,
no norte de Minas Gerais.
Na sequência, realizei minha formação em Cirurgia Geral e em seguida na Cirurgia Plástica, construindo, ao longo das décadas, uma experiência profissional marcada pelo acompanhamento da evolução da especialidade, de suas técnicas, materiais e, principalmente, dos cuidados relacionados
à segurança do paciente.
Ao longo desses anos, aprendi que
Cirurgia Plástica não começa na sala de cirurgia.
Ela começa muito antes: na conversa, na avaliação cuidadosa,
na indicação correta e no planejamento individualizado.
Cada pessoa chega ao consultório com uma história, uma expectativa,
e suas características próprias. Por isso, acredito que não existe uma cirurgia que possa ser simplesmente reproduzida da mesma maneira para todos.
O que existe é a indicação adequada para cada paciente.
Meu compromisso é oferecer uma avaliação criteriosa, apresentar com clareza as possibilidades, limitações e riscos de cada procedimento e, junto ao paciente, construir
uma decisão consciente e responsável.
Também atuo como Perito Judicial, atividade que ampliou minha visão sobre a Medicina e sobre a responsabilidade que acompanha o exercício da profissão. Essa experiência reforçou ainda mais minha convicção de que conhecimento técnico, documentação, planejamento, transparência e acompanhamento do paciente, são partes fundamentais
de uma boa prática médica.
Depois de quatro décadas de profissão, continuo acreditando que a tecnologia e as técnicas podem evoluir, mas alguns princípios permanecem essenciais:
ouvir, avaliar, indicar com responsabilidade, operar com segurança e acompanhar de perto.
É com essa visão que conduzo meu trabalho na Clínica Perfecta,
em Betim/MG.
Experiência para indicar.
Conhecimento para planejar.
Responsabilidade para cuidar.

Meus diferenciais
O que trouxe comigo ao longo de 40 anos de Medicina
Experiência, mas sem deixar de ouvir
Quarenta anos de profissão me ensinaram que experiência não significa ter todas as respostas. Significa saber ouvir, avaliar com calma e reconhecer que cada paciente é diferente.
Gosto de conversar antes de decidir
Não vejo a consulta como uma etapa burocrática antes da cirurgia. É o momento em que conheço a pessoa, entendo o que ela busca e procuro perceber aquilo que muitas vezes
não está apenas nas palavras.
Sou criterioso nas minhas indicações.
Nem sempre aquilo que o paciente imagina ser a melhor solução é, de fato, o que eu indicaria. Tenho tranquilidade para dizer isso quando necessário. Para mim, uma boa indicação
começa pela honestidade.
Valorizo o que é possível e natural
A Cirurgia Plástica pode transformar, mas não deve apagar a identidade de uma pessoa. Procuro respeitar as características individuais e buscar um resultado que faça sentido para cada paciente.
Não tenho pressa para operar
A decisão por uma cirurgia merece tempo, esclarecimento e reflexão. Prefiro uma paciente que compreendeu sua escolha a uma paciente que simplesmente foi convencida a fazê-la.
Acompanho de perto
Para mim, o cuidado não termina quando a cirurgia termina. O período de recuperação também faz parte do meu trabalho e da relação que estabeleço com cada paciente.
Continuo aprendendo
Quatro décadas de experiência não significam parar no tempo. A Medicina evolui, as técnicas mudam e novos conhecimentos surgem. Continuar estudando e revendo conceitos faz parte da responsabilidade de exercer a profissão.
Antes de ser cirurgião, sou médico
A estética é importante, mas a Medicina vem primeiro. Avaliar a saúde, compreender os riscos e saber quando uma cirurgia deve ou não ser realizada fazem parte da responsabilidade que assumi quando escolhi essa profissão.
Minha maneira de trabalhar
Ouvir com atenção.
Avaliar com critério.
Indicar com honestidade.
Operar com responsabilidade.
Acompanhar de perto.
É assim que entendo a Cirurgia Plástica depois de 40 anos de profissão.

Consultas Online
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Durante o atendimento, você terá um espaço exclusivo para conversar, esclarecer suas dúvidas e receber orientações de acordo com as suas necessidades.
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CIRURGIA PLÁSTICA SEM SEGREDOS
Informação para quem quer entender antes de decidir.
A decisão de realizar uma cirurgia plástica merece mais do que imagens, tendências ou promessas.
Merece informação.
Depois de 40 anos dedicados à Medicina e à Cirurgia Plástica, acredito que uma das melhores formas de cuidar
de um(a) paciente, é ajudá-lo a compreender o procedimento que está considerando: suas possibilidades,
limitações, riscos, benefícios e, principalmente, se aquela cirurgia é realmente indicada para ele.
Neste espaço, compartilho informações sobre Cirurgia Plástica Estética e Reparadora,
além de temas relacionados à preparação, segurança, recuperação e acompanhamento pós-operatório.
Também quero trazer para o Blog aquilo que a experiência de consultório me ensinou ao longo dos anos:
perguntas que os pacientes fazem, dúvidas que precisam ser esclarecidas e situações
em que uma orientação médica adequada pode fazer toda a diferença.
Meu objetivo não é convencer você a fazer uma cirurgia.
É oferecer informação para que você possa tomar uma decisão mais consciente,
segura e responsável.
Leia. Informe-se. Pergunte.
Porque, para mim, uma cirurgia plástica começa muito antes da sala de cirurgia.
Começa na conversa.
5 COISAS QUE APRENDI EM 40 ANOS DE CIRURGIA PLÁSTICA Ao longo de quatro décadas dedicadas à Medicina e à Cirurgia Plástica, muita coisa mudou. As técnicas evoluíram, novos materiais surgiram, os equipamentos se tornaram mais sofisticados e o conhecimento médico avançou enormemente. Mas algumas lições permaneceram. E talvez sejam justamente as mais importantes. 1. Nem sempre a cirurgia que o paciente deseja é a cirurgia que ele precisa Aprendi que uma boa consulta não deve terminar necessariamente com uma indicação cirúrgica. Existem situações em que a melhor decisão é operar. Em outras, é esperar, preparar melhor, mudar expectativas ou simplesmente não operar. Ter experiência também significa saber dizer “não” quando necessário. 2. A indicação é tão importante quanto a técnica Uma cirurgia tecnicamente bem executada pode não produzir uma boa experiência se a indicação não foi adequada. Por isso, antes de pensar em como operar, é preciso pensar se devemos operar, por que operar e o que podemos realisticamente alcançar. Para mim, a cirurgia começa muito antes do centro cirúrgico. 3. Cada paciente é uma pessoa, não um procedimento Depois de tantos anos, continuo acreditando que não existem “pacientes de mamoplastia”, “pacientes de abdominoplastia” ou “pacientes de lipoaspiração”. Existem pessoas. Cada uma tem sua história, suas características, seus desejos, seus limites e suas expectativas. Por isso, procuro não encaixar o paciente em uma cirurgia. Procuro encontrar a cirurgia que faça sentido para aquele paciente. 4. Resultado bonito não é suficiente A Cirurgia Plástica trabalha com estética, mas continua sendo Medicina. Um resultado que agrade aos olhos não pode ser separado da segurança, da indicação, do preparo adequado e do acompanhamento. Ao longo desses 40 anos, aprendi a valorizar cada vez mais aquilo que muitas vezes não aparece nas fotografias: planejamento, prevenção, responsabilidade e cuidado. 5. A relação médico-paciente continua sendo fundamental A tecnologia mudou muito a Medicina. Mas nenhuma tecnologia substitui uma boa conversa. Ouvir atentamente, explicar com clareza, responder às dúvidas, falar sobre riscos e limitações e acompanhar o paciente fazem parte do tratamento. Hoje, depois de 40 anos de profissão, continuo acreditando que a confiança não é conquistada por uma promessa de resultado. Ela é construída na relação entre médico e paciente. Depois de 40 anos... Se tivesse que resumir tudo o que aprendi em uma única frase, talvez fosse esta: Experiência não é apenas saber fazer. É saber quando fazer, como fazer e, principalmente, quando não fazer. É essa visão que procuro levar para cada consulta e para cada paciente que confia seu cuidado a mim. Cirurgia Plástica não começa na sala de cirurgia. Começa na conversa.
LIPOASPIRAÇÃO EMAGRECE? Entenda o que a cirurgia realmente pode fazer Uma das perguntas que mais aparecem quando o assunto é lipoaspiração é: “Doutor, quanto vou emagrecer com a lipo?” A resposta é importante: lipoaspiração não é cirurgia para emagrecer. Seu principal objetivo é remover depósitos localizados de gordura e melhorar o contorno corporal em regiões específicas. O foco está na modelagem do corpo, e não na perda de peso. Então, quem está acima do peso pode fazer lipoaspiração? Essa é uma questão que precisa ser avaliada individualmente. O peso, o índice de massa corporal, a distribuição da gordura, a qualidade da pele, as condições clínicas e, principalmente, os objetivos e expectativas do paciente são fatores que precisam ser considerados antes de qualquer indicação. Em alguns casos, a pessoa pode imaginar que uma lipoaspiração resolverá um excesso de peso que, na realidade, precisa ser abordado de outra maneira. É por isso que a consulta médica é tão importante. O que a lipoaspiração pode fazer? A cirurgia pode ser indicada para tratar acúmulos de gordura localizada que não respondem adequadamente às medidas convencionais de controle do peso. Entre as regiões que podem ser avaliadas estão: abdômen; flancos; dorso; culotes; coxas; braços; outras áreas, conforme as características de cada paciente. A retirada da gordura pode proporcionar uma mudança no contorno corporal, mas o resultado depende de diversos fatores, incluindo quantidade e distribuição da gordura, elasticidade da pele, características anatômicas e condições clínicas. Lipoaspiração não substitui dieta e atividade física Esse é outro ponto fundamental. A cirurgia não substitui hábitos saudáveis nem deve ser encarada como tratamento para obesidade. Mesmo após uma lipoaspiração, o controle do peso continua sendo importante para preservar o resultado obtido. Além disso, a cirurgia não impede que a pessoa volte a ganhar peso posteriormente. E por que algumas pessoas parecem emagrecer bastante depois da lipo? Porque existe uma diferença entre perder peso e mudar o contorno corporal. Uma redução localizada de gordura pode produzir uma mudança visual significativa na silhueta, mesmo que a alteração na balança não seja tão expressiva. Por isso, avaliar uma lipoaspiração apenas pelo número de quilos perdidos é uma maneira inadequada de compreender o objetivo da cirurgia. O mais importante não é quantos quilos serão retirados. É saber se a cirurgia é indicada, o que pode ser alcançado e quais são os seus riscos e limitações. E a lipoabdominoplastia? Em determinadas pacientes, existe não apenas gordura localizada, mas também excesso de pele e alterações da parede abdominal. Nessas situações, a avaliação pode levar à indicação de uma abdominoplastia associada à lipoaspiração — a chamada lipoabdominoplastia. Mas essa decisão depende das características de cada paciente e não deve ser tomada apenas com base no desejo de emagrecer. Uma boa indicação começa antes da cirurgia Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, uma das coisas que aprendi é que uma cirurgia não deve ser indicada apenas porque pode ser realizada. É preciso avaliar se ela é realmente adequada para aquela pessoa. Na consulta, procuro compreender o que o paciente deseja, avaliar suas características e explicar, com clareza, aquilo que a cirurgia pode — e aquilo que não pode — proporcionar. Lipoaspiração não é uma forma de emagrecer. É uma cirurgia que pode, quando corretamente indicada, ajudar a remodelar o contorno corporal. Antes de pensar em quantos quilos você pode perder, pense em uma pergunta mais importante: A lipoaspiração é realmente indicada para você? Essa resposta começa em uma boa consulta médica. Dr. Reinaldo Neves Cirurgião Plástico — CRM-MG 19.473 | RQE 16.188 40 anos de experiência em Cirurgia Plástica.
PRÓTESE DE SILICONE: QUANDO ELA REALMENTE É INDICADA? A prótese de silicone é um dos procedimentos mais conhecidos da Cirurgia Plástica. Ainda assim, uma pergunta deveria vir antes de qualquer decisão: “Eu realmente preciso de uma prótese?” A resposta não é igual para todas as pacientes. A indicação deve partir de uma avaliação médica individualizada, considerando a anatomia, a qualidade dos tecidos, o volume mamário existente, as proporções corporais e, principalmente, aquilo que a paciente deseja modificar. Prótese não é sinônimo de aumento das mamas Embora muitas pessoas associem imediatamente a prótese ao aumento do volume mamário, sua indicação pode fazer parte de diferentes situações. Ela pode ser considerada, por exemplo, quando existe desejo de aumentar o volume das mamas, melhorar determinadas proporções corporais ou recuperar volume mamário perdido. Em algumas pacientes, entretanto, a prótese pode não ser necessária. Essa é uma das razões pelas quais a consulta é tão importante. Quando a prótese pode ser indicada? Entre as situações que podem levar à indicação de uma prótese estão: Aumento do volume mamário Quando a paciente deseja aumentar o volume das mamas e a avaliação médica demonstra que o implante pode contribuir para esse objetivo. Perda de volume Algumas pacientes apresentam redução do volume mamário após emagrecimento, gestação, amamentação ou alterações relacionadas ao processo de envelhecimento. Desequilíbrio de volume ou proporção Em determinadas situações, o implante pode ajudar a melhorar a proporção entre as mamas e o restante do corpo. Reconstrução mamária As próteses também podem fazer parte de procedimentos reconstrutivos, especialmente após determinadas doenças ou cirurgias mamárias. Mas é importante lembrar: indicação não significa apenas escolher o tamanho da prótese. O tamanho da prótese não deve ser escolhido isoladamente Uma das perguntas mais frequentes durante a consulta é: “Qual tamanho de silicone eu devo colocar?” A resposta não deve ser baseada apenas em uma preferência numérica. A escolha do implante precisa considerar características como largura e formato do tórax, dimensões das mamas, quantidade e qualidade dos tecidos, cobertura disponível para o implante e objetivo estético ou reconstrutivo. O tamanho que fica adequado para uma paciente pode não ser adequado para outra. Por isso, não existe um tamanho ideal de prótese que sirva para todas as mulheres. E quando a prótese não é a melhor opção? Esse é um ponto que considero particularmente importante. Existem pacientes que chegam ao consultório imaginando que precisam de uma prótese, mas cuja principal queixa está relacionada à queda das mamas ou ao excesso de pele. Nessas situações, uma mastopexia, com ou sem prótese, pode ser uma alternativa a ser avaliada. Em outras pacientes, uma mamoplastia redutora pode ser mais adequada. Portanto, a pergunta não deve ser simplesmente: “Qual prótese devo colocar?” Antes dela, existe uma pergunta muito mais importante: “Qual procedimento é mais adequado para o meu caso?” Prótese de silicone exige acompanhamento A colocação de um implante mamário não encerra o cuidado. A paciente deve receber orientações sobre acompanhamento, possíveis alterações nas mamas e a necessidade de avaliação médica ao longo do tempo. Além disso, como qualquer procedimento cirúrgico, a cirurgia apresenta riscos e possíveis complicações que devem ser discutidos durante a consulta. A cirurgia começa antes da escolha da prótese Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, continuo acreditando que uma boa cirurgia começa muito antes da sala de operação. Começa na conversa. É durante a consulta que podemos compreender o que realmente incomoda a paciente, avaliar suas características, discutir possibilidades e limitações e decidir, juntos, se a prótese é realmente indicada. Nem toda paciente que deseja uma prótese precisa de uma prótese. E essa talvez seja uma das informações mais importantes antes de tomar essa decisão. Antes de escolher o tamanho, escolha uma boa avaliação.
MAMOPLASTIA REDUTORA: QUANDO REDUZIR AS MAMAS PODE MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA Mais do que uma questão estética, o tamanho das mamas pode interferir no conforto e na rotina de algumas mulheres Quando se fala em mamoplastia redutora, é comum pensar apenas na redução do tamanho das mamas e na mudança do contorno corporal. Mas, para algumas mulheres, mamas muito volumosas podem representar muito mais do que uma questão estética. Podem estar associadas a desconforto físico, limitações para determinadas atividades e dificuldade para encontrar roupas adequadas, além de afetar a maneira como a mulher se sente em relação ao próprio corpo. É nesse contexto que a mamoplastia redutora pode ser considerada. Quando o tamanho das mamas incomoda? Não existe um tamanho de mama que, isoladamente, determine a necessidade de cirurgia. A indicação deve considerar a paciente como um todo. Algumas mulheres apresentam mamas muito volumosas em relação ao seu corpo e relatam sintomas como: dores nas costas, pescoço ou ombros; marcas profundas das alças do sutiã; desconforto durante atividades físicas; dificuldade para encontrar roupas que proporcionem bom ajuste; irritações ou alterações na pele abaixo das mamas; dificuldade para dormir ou realizar determinadas atividades do dia a dia. Essas queixas precisam ser avaliadas individualmente. Reduzir as mamas não significa apenas retirar tecido A mamoplastia redutora é uma cirurgia que envolve planejamento. O objetivo não é simplesmente retirar uma determinada quantidade de tecido mamário, mas buscar uma proporção adequada ao corpo da paciente, considerando também o formato das mamas, a posição das aréolas, a qualidade da pele e as características individuais. Em determinadas situações, além da redução do volume, é necessário realizar a remodelação das mamas para melhorar seu formato e posição. Por isso, não existe uma técnica ou um tamanho final que possa ser definido da mesma maneira para todas as mulheres. A cirurgia pode melhorar a qualidade de vida? Em pacientes adequadamente selecionadas, a redução do volume mamário pode proporcionar melhora de sintomas físicos e facilitar algumas atividades do cotidiano. Mas é importante ter uma expectativa realista. A cirurgia pode melhorar determinadas queixas relacionadas ao excesso de volume mamário, mas não deve ser apresentada como garantia de eliminação de toda dor ou desconforto. Cada paciente tem uma história, uma anatomia e uma resposta ao tratamento. E as cicatrizes? Essa é uma questão que deve fazer parte da conversa antes da cirurgia. A mamoplastia redutora deixa cicatrizes, cuja extensão e localização dependem da técnica utilizada e das características de cada caso. As cicatrizes passam por um processo de maturação e podem sofrer modificações ao longo do tempo. Por isso, antes de decidir pela cirurgia, é importante compreender não apenas os benefícios esperados, mas também suas limitações, riscos e possíveis consequências. A consulta é fundamental Uma boa indicação começa por uma avaliação individualizada. Durante a consulta, é importante compreender: O que realmente incomoda a paciente? Quais são suas expectativas? Existe indicação médica para a redução? Qual volume e formato podem ser adequados para o seu corpo? Quais são os riscos, as cicatrizes e as limitações da cirurgia? Essas perguntas fazem parte da decisão. Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, aprendi que uma boa cirurgia não começa pela escolha da técnica. Começa pela compreensão da pessoa que está diante de nós. Reduzir as mamas pode ser uma decisão sobre bem-estar Para algumas mulheres, a mamoplastia redutora representa uma mudança importante na relação com o próprio corpo e na realização de atividades que antes eram desconfortáveis. Mas a cirurgia não deve ser indicada simplesmente porque uma mulher deseja ter mamas menores. É preciso avaliar se existe indicação, quais benefícios podem ser esperados e quais são os riscos e limitações envolvidos.
EXCESSO DE PELE APÓS GRANDE PERDA DE PESO: QUANDO A CIRURGIA PODE SER INDICADA? Depois de emagrecer, algumas pessoas continuam convivendo com excesso de pele. Quando a cirurgia pode fazer sentido? Perder uma quantidade significativa de peso pode representar uma grande conquista. Mas, depois de um emagrecimento importante, algumas pessoas percebem que o corpo não acompanha completamente a transformação ocorrida. A pele que foi muito distendida pode não conseguir retornar ao seu formato anterior, permanecendo em excesso em diferentes regiões do corpo. É nesse momento que surge uma pergunta bastante comum: “Depois de emagrecer, o que posso fazer com o excesso de pele?” Em algumas situações, a cirurgia plástica pode ser indicada. Por que sobra pele depois de um grande emagrecimento? A pele possui capacidade de distensão e retração. Porém, quando permanece submetida a uma grande distensão durante determinado período, essa capacidade pode ser limitada. Além da quantidade de peso perdida, vários fatores influenciam a condição da pele, como idade, características individuais, genética, elasticidade, tempo em que houve o excesso de peso e a quantidade de tecido que permanece. Por isso, duas pessoas que perderam a mesma quantidade de peso podem apresentar situações corporais completamente diferentes. Quando o excesso de pele pode incomodar? O excesso de pele pode estar presente em diversas regiões, como: abdômen; braços; coxas; dorso; região pubiana; mamas. Em algumas pessoas, o problema é predominantemente estético. Em outras, o excesso de tecido pode provocar atrito, dificuldade de higiene, irritações nas dobras, desconforto durante atividades físicas ou dificuldade para vestir determinadas roupas. Esses aspectos fazem parte da avaliação médica. A cirurgia não é uma continuação do emagrecimento Esse é um ponto importante. Cirurgias para retirada de excesso de pele não têm como objetivo promover emagrecimento. Seu propósito é remover tecidos excedentes e remodelar determinadas regiões do corpo, buscando melhorar o contorno corporal dentro dos limites possíveis. Por isso, a pessoa que pretende realizar esse tipo de cirurgia precisa, em geral, estar próxima de um peso que consiga manter de forma estável. É preciso esperar o peso estabilizar? A estabilidade do peso é um dos aspectos importantes antes de considerar uma cirurgia de contorno corporal. Se a pessoa ainda está perdendo peso de maneira significativa, novas mudanças no corpo podem ocorrer após a cirurgia, comprometendo o planejamento realizado. Por isso, antes de operar, é necessário avaliar não apenas quanto peso foi perdido, mas também como está o peso atual e se ele está estável. Quais cirurgias podem ser indicadas? A cirurgia depende da região e da quantidade de excesso de pele. No abdômen, por exemplo, pode ser indicada uma abdominoplastia, eventualmente associada a outras abordagens quando houver indicação. Nos braços, pode ser considerada uma braquioplastia. Nas coxas, uma cruroplastia pode ser indicada em casos selecionados. Em algumas pessoas, alterações nas mamas também podem exigir procedimentos específicos para retirada de excesso de pele e remodelação. Não existe, portanto, uma única cirurgia para quem perdeu muito peso. O procedimento deve ser escolhido de acordo com as características de cada paciente. É possível corrigir tudo de uma vez? Nem sempre. Depois de uma grande perda de peso, pode existir excesso de pele em várias regiões do corpo. Tentar realizar muitos procedimentos simultaneamente pode aumentar a extensão e a duração da cirurgia e, consequentemente, os riscos envolvidos. Por isso, o planejamento deve considerar a segurança da paciente, a extensão das áreas a serem tratadas, suas condições clínicas e o que realmente pode ser realizado de maneira responsável. Às vezes, o melhor planejamento é dividir o tratamento em etapas. E as cicatrizes? Esse é um aspecto que precisa ser discutido com transparência. Para retirar excesso de pele, é necessário realizar incisões e, consequentemente, haverá cicatrizes. A posição e a extensão dessas cicatrizes dependem da cirurgia realizada e das características individuais. Por isso, a decisão não deve considerar apenas o que será retirado, mas também onde ficarão as cicatrizes e qual será a relação entre os benefícios esperados e as marcas deixadas pelo procedimento. Quando a cirurgia pode ser indicada? Não existe uma quantidade específica de quilos perdidos que determine, sozinha, a indicação de cirurgia. A avaliação deve considerar um conjunto de fatores: Peso atual e estabilidade do peso. Quantidade e distribuição do excesso de pele. Condições clínicas da paciente. Queixas e limitações provocadas pelo excesso de tecido. Qualidade da pele. Expectativas em relação ao resultado. Possibilidade de realizar o procedimento com segurança. É a combinação desses elementos que permite estabelecer uma indicação individualizada. O mais importante é não ter pressa Depois de uma grande perda de peso, é natural querer transformar rapidamente o corpo que surgiu após o emagrecimento. Mas a cirurgia de contorno corporal também precisa ser planejada com cuidado. É necessário avaliar o momento adequado, as condições clínicas, as áreas prioritárias, os riscos, as cicatrizes e o resultado que realmente pode ser alcançado. Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, acredito que uma boa indicação não é aquela que promete transformar tudo. É aquela que identifica o que pode ser feito com segurança e responsabilidade. Em resumo O excesso de pele após grande perda de peso pode ser apenas uma questão estética, mas também pode provocar desconforto e limitações no cotidiano. Em pacientes adequadamente avaliados, a cirurgia plástica pode contribuir para melhorar o contorno corporal e a relação da pessoa com o próprio corpo. Mas não existe uma cirurgia igual para todos. Cada paciente precisa ser avaliado individualmente.
CICATRIZES: QUANDO UMA CICATRIZ PODE SER CORRIGIDA CIRURGICAMENTE? Toda cirurgia deixa uma cicatriz. Essa é uma realidade que precisa ser compreendida antes de qualquer procedimento cirúrgico. A pele tem a capacidade de cicatrizar, mas o resultado dessa cicatrização varia de pessoa para pessoa. Algumas cicatrizes tornam-se discretas com o tempo. Outras podem permanecer mais largas, espessas, retraídas, pigmentadas ou apresentar alterações que incomodam o paciente. Mas existe uma pergunta importante: Quando uma cicatriz pode ser melhorada por meio de uma nova cirurgia? Cirurgia não apaga uma cicatriz Esse talvez seja o primeiro ponto a esclarecer. Quando uma cicatriz é corrigida cirurgicamente, uma nova cicatriz será formada. O objetivo da cirurgia é retirar ou modificar a cicatriz existente e tentar obter uma cicatriz de melhor qualidade, posicionamento ou aparência. Por isso, não se deve prometer que uma cicatriz desaparecerá completamente. O objetivo realista é melhorá-la. Em quais situações a cirurgia pode ser considerada? A correção cirúrgica pode ser avaliada quando a cicatriz apresenta características que comprometem sua aparência ou, em determinadas situações, sua função. Entre elas: Cicatrizes muito largas Podem ocorrer quando há maior tensão sobre a região durante o processo de cicatrização. Cicatrizes retraídas Podem limitar movimentos ou produzir alterações no contorno da pele. Cicatrizes irregulares Podem apresentar alterações de formato, espessura ou posicionamento que justificam uma avaliação. Cicatrizes que acompanham pregas ou linhas inadequadas da pele Em algumas situações, a mudança do posicionamento ou da orientação da cicatriz pode proporcionar melhora estética. Cicatrizes decorrentes de traumas, queimaduras ou cirurgias anteriores Dependendo das características e da localização, procedimentos reparadores podem ser considerados. E as cicatrizes elevadas? Nem toda cicatriz elevada deve ser tratada com cirurgia. Cicatrizes hipertróficas e queloides possuem características próprias e podem exigir diferentes formas de tratamento, isoladamente ou em associação. A cirurgia, quando indicada, deve fazer parte de um planejamento que considere o risco de uma nova alteração cicatricial. Por isso, avaliar o tipo de cicatriz é fundamental antes de decidir pelo tratamento. O tempo também é importante Uma cicatriz recente ainda está passando por um processo de maturação. Sua aparência pode mudar significativamente ao longo dos meses, tornando-se progressivamente mais clara, macia e menos evidente. Por isso, nem toda cicatriz que inicialmente parece ruim precisa ser imediatamente submetida a uma nova cirurgia. É necessário avaliar há quanto tempo ela existe, como está evoluindo e quais características apresenta. Por que algumas pessoas cicatrizam melhor que outras? A cicatrização depende de vários fatores. Entre eles estão características individuais da pele, localização da cicatriz, tensão sobre os tecidos, técnica cirúrgica, condições clínicas, cuidados durante o pós-operatório e tendência individual à formação de cicatrizes exuberantes. Por isso, não é possível garantir antecipadamente como uma cicatriz ficará em determinada pessoa. A correção de uma cicatriz exige expectativa realista Uma das coisas mais importantes em uma consulta para correção de cicatriz é estabelecer aquilo que realmente pode ser alcançado. O objetivo não é prometer uma pele sem marcas. É procurar uma melhora possível e tecnicamente adequada, respeitando as características de cada paciente. Em alguns casos, a melhor conduta pode ser cirúrgica. Em outros, tratamentos não cirúrgicos podem ser mais apropriados. E existem situações em que simplesmente acompanhar a evolução da cicatriz é a decisão mais prudente. Quando procurar um cirurgião plástico? Se uma cicatriz causa incômodo estético, dor, coceira, retração ou limitação funcional, uma avaliação médica pode esclarecer quais alternativas existem. A decisão pelo tratamento deve ser individualizada. Uma cicatriz não precisa ser perfeita para ser considerada uma boa cicatriz. Ela precisa ser avaliada dentro das características de cada pessoa, do procedimento realizado e da forma como o organismo respondeu ao processo de cicatrização. Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, aprendi que corrigir uma cicatriz não significa prometer apagá-la. Significa buscar, com técnica e responsabilidade, uma condição melhor do que aquela que temos. Dr. Reinaldo Neves Cirurgião Plástico — CRM-MG 19.473 | RQE 16.188 40 anos de experiência em Cirurgia Plástica.
O PÓS-OPERATÓRIO TAMBÉM FAZ PARTE DA CIRURGIA Quando se fala em Cirurgia Plástica, é comum que a atenção esteja concentrada no dia da operação. O procedimento, a técnica, o resultado esperado. Mas existe uma parte igualmente importante dessa jornada que começa justamente quando a cirurgia termina: o pós-operatório. Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, uma das coisas que aprendi é que uma cirurgia bem planejada não termina na sala de cirurgia. O cuidado continua durante a recuperação. A cirurgia termina. O tratamento, não. O período pós-operatório é uma fase em que o organismo precisa de tempo para se recuperar. Edema, equimoses, desconforto, alterações da sensibilidade e outras manifestações podem fazer parte da recuperação, dependendo do procedimento realizado. Mas também existem situações que precisam ser reconhecidas e avaliadas pelo médico. Por isso, acompanhar o paciente é tão importante quanto realizar a cirurgia. Cada paciente tem uma recuperação diferente Não existe um pós-operatório absolutamente igual para todas as pessoas. A recuperação depende do tipo de cirurgia realizada, da extensão do procedimento, das condições individuais do paciente e da própria resposta do organismo. Por isso, orientações devem ser individualizadas. O momento de retornar às atividades, dirigir, fazer exercícios, trabalhar ou realizar determinados esforços deve ser definido de acordo com a evolução de cada caso. O paciente também participa da sua recuperação O sucesso do pós-operatório não depende exclusivamente do cirurgião. Seguir corretamente as orientações médicas, comparecer às consultas de acompanhamento, utilizar medicamentos conforme prescrição e respeitar as limitações estabelecidas são atitudes importantes durante a recuperação. Também é fundamental comunicar ao médico qualquer alteração que cause preocupação. Não existe pergunta sem importância quando se trata do seu pós-operatório. Na dúvida, pergunte. Nem tudo que acontece no pós-operatório significa uma complicação Essa é uma preocupação bastante comum. Algumas alterações fazem parte do processo normal de recuperação. Outras podem representar complicações e precisam de avaliação. A diferença nem sempre pode ser determinada pelo paciente sozinho. Por isso, uma orientação importante é: não tente interpretar sozinho aquilo que está acontecendo com seu corpo. Entre em contato com sua equipe médica sempre que houver algo diferente do que foi explicado ou que provoque preocupação. O acompanhamento faz parte da segurança Consultas de retorno permitem avaliar a evolução da cicatrização, o comportamento dos tecidos, a presença de edema, a resposta ao procedimento e outros aspectos importantes da recuperação. O acompanhamento também permite identificar precocemente alterações que eventualmente necessitem de alguma intervenção. Por isso, não considero o retorno uma simples formalidade. Ele faz parte do tratamento. Tenha paciência com o resultado Outro ponto importante é compreender que o resultado de uma cirurgia plástica não aparece necessariamente de imediato. O organismo precisa de tempo para desinchar, cicatrizar e reorganizar os tecidos. Em muitos procedimentos, o resultado passa por diferentes fases até atingir uma aparência mais próxima daquela que será considerada definitiva. Por isso, comparar seu corpo poucos dias ou semanas depois da cirurgia com uma expectativa de resultado final pode gerar ansiedade desnecessária. Recuperação também exige tempo. O cuidado continua depois da cirurgia Ao longo de 40 anos de profissão, aprendi que uma boa relação médico-paciente não termina quando a cirurgia acaba. Ela continua durante o período de recuperação. Orientar, acompanhar, esclarecer dúvidas e avaliar a evolução fazem parte da responsabilidade de quem realizou o procedimento. Cirurgia Plástica não é apenas o momento da operação. É todo um processo: Avaliar. Planejar. Operar. Acompanhar. Cuidar. E é por isso que acredito que: O pós-operatório não é uma etapa depois da cirurgia. Ele também faz parte da cirurgia.
MINHA PRÓTESE ROMPEU. E AGORA? Entenda o que pode acontecer, como a ruptura é investigada e quais são os próximos passos Receber a informação de que uma prótese de silicone pode ter sofrido uma ruptura costuma gerar preocupação e muitas dúvidas. É perigoso? Preciso retirar a prótese? Posso esperar? É preciso trocar por outra? A primeira coisa importante é: uma suspeita de ruptura não significa, automaticamente, que seja necessário realizar uma cirurgia de urgência. A conduta depende de uma avaliação médica individualizada. A ruptura pode não causar sintomas Uma das dificuldades é que algumas rupturas podem ocorrer sem sinais evidentes. Em outras situações, podem surgir alterações como mudança no formato ou volume da mama, dor, endurecimento, assimetria ou outras alterações percebidas pela própria paciente. Por isso, diante de uma suspeita, não é recomendável tomar decisões apenas com base nos sintomas ou na aparência. Como saber se a prótese realmente rompeu? A avaliação começa pela consulta médica e pelo exame físico. Quando existe suspeita de ruptura, exames de imagem podem ser utilizados para complementar a investigação. A escolha do exame depende de cada caso e do tipo de prótese. O objetivo não é apenas responder se existe ou não uma ruptura, mas compreender onde ela está, quais estruturas estão envolvidas e qual é a melhor conduta para aquela paciente. Toda prótese rompida precisa ser retirada? Essa é uma das perguntas mais frequentes. A resposta não deve ser dada de maneira automática. A decisão sobre retirar, trocar ou eventualmente adotar outra conduta depende de diversos fatores: características da ruptura, sintomas, condição dos tecidos, tipo e localização da prótese, exames realizados e expectativas da paciente. Por isso, não existe uma única conduta que sirva para todas as pacientes. E se a prótese tiver silicone gel? Nas próteses de silicone em gel, o material pode permanecer contido pela própria estrutura da prótese ou, em determinadas situações, ultrapassar sua cápsula. Essa diferença é importante para a avaliação médica e para o planejamento da conduta. É justamente por isso que uma suspeita de ruptura deve ser investigada adequadamente, em vez de simplesmente ser ignorada. Posso continuar com a prótese? Essa é uma decisão que precisa ser individualizada. Mesmo quando a paciente não apresenta sintomas importantes, uma ruptura confirmada merece avaliação pelo cirurgião plástico para que sejam discutidas as possibilidades de tratamento. A decisão deve considerar não apenas o exame, mas também a situação clínica e as expectativas da paciente. E depois de muitos anos? A prótese "vence"? As próteses mamárias não devem ser encaradas como dispositivos que obrigatoriamente precisam ser trocados em uma data determinada simplesmente porque passaram alguns anos. Entretanto, próteses mamárias exigem acompanhamento. Com o passar do tempo, podem ocorrer alterações na própria prótese ou nos tecidos da mama, além de mudanças naturais decorrentes de envelhecimento, gestação, variação de peso e outros fatores. Por isso, acompanhamento médico é mais importante do que estabelecer uma data fixa para uma eventual troca. O mais importante: não tome uma decisão pelo medo Encontrar uma alteração na prótese pode causar ansiedade. Mas decisões precipitadas também não são necessárias. O caminho adequado é: Suspeitou → procure avaliação médica → investigue → compreenda o diagnóstico → discuta as possibilidades → decida com segurança. Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, acredito que essa seja uma das partes mais importantes do meu trabalho: não apenas realizar uma cirurgia, mas ajudar o paciente a tomar uma decisão consciente sobre ela. Uma prótese pode romper. Isso é uma possibilidade que deve ser conhecida por toda paciente que possui implantes mamários. Mas, diante de uma suspeita ou confirmação de ruptura, o mais importante é não entrar em pânico e não tomar decisões sem avaliação médica. Minha orientação Se você tem próteses mamárias e percebeu alguma alteração, ou recebeu um exame sugerindo ruptura, procure seu cirurgião plástico. Leve seus exames anteriores, informações sobre o implante, quando disponíveis, e relate qualquer mudança que tenha percebido. A avaliação individualizada é o primeiro passo para saber o que realmente deve ser feito.
Se você tem uma dúvida importante e quer conversar com a gente,
mande para nós através de nosso Contato na próxima página.
5 COISAS QUE APRENDI EM 40 ANOS DE CIRURGIA PLÁSTICA
Ao longo de quatro décadas dedicadas à Medicina e à Cirurgia Plástica, muita coisa mudou.
As técnicas evoluíram, novos materiais surgiram, os equipamentos se tornaram mais sofisticados e o conhecimento médico avançou enormemente.
Mas algumas lições permaneceram.
E talvez sejam justamente as mais importantes.
1. Nem sempre a cirurgia que o paciente deseja é a cirurgia que ele precisa
Aprendi que uma boa consulta não deve terminar necessariamente com uma indicação cirúrgica.
Existem situações em que a melhor decisão é operar. Em outras, é esperar, preparar melhor, mudar expectativas ou simplesmente não operar.
Ter experiência também significa saber dizer “não” quando necessário.
2. A indicação é tão importante quanto a técnica
Uma cirurgia tecnicamente bem executada pode não produzir uma boa experiência se a indicação não foi adequada.
Por isso, antes de pensar em como operar, é preciso pensar se devemos operar, por que operar e o que podemos realisticamente alcançar.
Para mim, a cirurgia começa muito antes do centro cirúrgico.
3. Cada paciente é uma pessoa, não um procedimento
Depois de tantos anos, continuo acreditando que não existem “pacientes de mamoplastia”, “pacientes de abdominoplastia” ou “pacientes de lipoaspiração”.
Existem pessoas.
Cada uma tem sua história, suas características, seus desejos, seus limites e suas expectativas.
Por isso, procuro não encaixar o paciente em uma cirurgia. Procuro encontrar a cirurgia que faça sentido para aquele paciente.
4. Resultado bonito não é suficiente
A Cirurgia Plástica trabalha com estética, mas continua sendo Medicina.
Um resultado que agrade aos olhos não pode ser separado da segurança, da indicação, do preparo adequado e do acompanhamento.
Ao longo desses 40 anos, aprendi a valorizar cada vez mais aquilo que muitas vezes não aparece nas fotografias: planejamento, prevenção, responsabilidade e cuidado.
5. A relação médico-paciente continua sendo fundamental
A tecnologia mudou muito a Medicina.
Mas nenhuma tecnologia substitui uma boa conversa.
Ouvir atentamente, explicar com clareza, responder às dúvidas, falar sobre riscos e limitações e acompanhar o paciente fazem parte do tratamento.
Hoje, depois de 40 anos de profissão, continuo acreditando que a confiança não é conquistada por uma promessa de resultado.
Ela é construída na relação entre médico e paciente.
Depois de 40 anos...
Se tivesse que resumir tudo o que aprendi em uma única frase, talvez fosse esta:
Experiência não é apenas saber fazer. É saber quando fazer, como fazer e, principalmente, quando não fazer.
É essa visão que procuro levar para cada consulta e para cada paciente que confia seu cuidado a mim.
Cirurgia Plástica não começa na sala de cirurgia.
Começa na conversa.
LIPOASPIRAÇÃO EMAGRECE?
Entenda o que a cirurgia realmente pode fazer
Uma das perguntas que mais aparecem quando o assunto é lipoaspiração é:
“Doutor, quanto vou emagrecer com minha lipo?”
A resposta é importante: lipoaspiração não é cirurgia para emagrecer.
Seu principal objetivo é remover depósitos localizados de gordura e melhorar o contorno corporal em regiões específicas. O foco está na modelagem do corpo, e não na perda de peso.
Então, quem está acima do peso pode fazer lipoaspiração?
Essa é uma questão que precisa ser avaliada individualmente.
O peso, o índice de massa corporal, a distribuição da gordura, a qualidade da pele, as condições clínicas e, principalmente, os objetivos e expectativas do paciente são fatores que precisam ser considerados antes de qualquer indicação.
Em alguns casos, a pessoa pode imaginar que uma lipoaspiração resolverá um excesso de peso que, na realidade, precisa ser abordado de outra maneira.
É por isso que a consulta médica é tão importante.
O que a lipoaspiração pode fazer?
A cirurgia pode ser indicada para tratar acúmulos de gordura localizada que não respondem adequadamente às medidas convencionais de controle do peso.
Entre as regiões que podem ser avaliadas estão:
-
abdômen;
-
flancos;
-
dorso;
-
culotes;
-
coxas;
-
braços;
-
outras áreas, conforme as características de cada paciente.
A retirada da gordura pode proporcionar uma mudança no contorno corporal, mas o resultado depende de diversos fatores, incluindo quantidade e distribuição da gordura, elasticidade da pele, características anatômicas e condições clínicas.
Lipoaspiração não substitui dieta e atividade física
Esse é outro ponto fundamental.
A cirurgia não substitui hábitos saudáveis nem deve ser encarada como tratamento para obesidade.
Mesmo após uma lipoaspiração, o controle do peso continua sendo importante para preservar o resultado obtido.
Além disso, a cirurgia não impede que a pessoa volte a ganhar peso posteriormente.
E por que algumas pessoas parecem emagrecer bastante depois da lipo?
Porque existe uma diferença entre perder peso e mudar o contorno corporal.
Uma redução localizada de gordura pode produzir uma mudança visual significativa na silhueta, mesmo que a alteração na balança não seja tão expressiva.
Por isso, avaliar uma lipoaspiração apenas pelo número de quilos perdidos é uma maneira inadequada de compreender o objetivo da cirurgia.
O mais importante não é quantos quilos serão retirados.
É saber se a cirurgia é indicada, o que pode ser alcançado e quais são os seus riscos e limitações.
E a lipoabdominoplastia?
Em determinadas pacientes, existe não apenas gordura localizada, mas também excesso de pele e alterações da parede abdominal.
Nessas situações, a avaliação pode levar à indicação de uma abdominoplastia associada à lipoaspiração — a chamada lipoabdominoplastia.
Mas essa decisão depende das características de cada paciente e não deve ser tomada apenas com base no desejo de emagrecer.
Uma boa indicação começa antes da cirurgia
Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, uma das coisas que aprendi é que uma cirurgia não deve ser indicada apenas porque pode ser realizada.
É preciso avaliar se ela é realmente adequada para aquela pessoa.
Na consulta, procuro compreender o que o paciente deseja, avaliar suas características e explicar, com clareza, aquilo que a cirurgia pode — e aquilo que não pode — proporcionar.
Lipoaspiração não é uma forma de emagrecer.
É uma cirurgia que pode, quando corretamente indicada, ajudar a remodelar o contorno corporal.
Antes de pensar em quantos quilos você pode perder, pense em uma pergunta mais importante:
A lipoaspiração é realmente indicada para você?
Essa resposta começa em uma boa consulta médica.
Dr. Reinaldo Neves
Cirurgião Plástico — CRM-MG 19.473 | RQE 16.188
40 anos de experiência em Cirurgia Plástica.
PRÓTESE DE SILICONE: QUANDO ELA REALMENTE É INDICADA?
A prótese de silicone é um dos procedimentos mais conhecidos da Cirurgia Plástica. Ainda assim, uma pergunta deveria vir antes de qualquer decisão:
“Eu realmente preciso de uma prótese?”
A resposta não é igual para todas as pacientes.
A indicação deve partir de uma avaliação médica individualizada, considerando a anatomia, a qualidade dos tecidos, o volume mamário existente, as proporções corporais e, principalmente, aquilo que a paciente deseja modificar.
Prótese não é sinônimo de aumento das mamas
Embora muitas pessoas associem imediatamente a prótese ao aumento do volume mamário, sua indicação pode fazer parte de diferentes situações.
Ela pode ser considerada, por exemplo, quando existe desejo de aumentar o volume das mamas, melhorar determinadas proporções corporais ou recuperar volume mamário perdido.
Em algumas pacientes, entretanto, a prótese pode não ser necessária.
Essa é uma das razões pelas quais a consulta é tão importante.
Quando a prótese pode ser indicada?
Entre as situações que podem levar à indicação de uma prótese estão:
Aumento do volume mamário
Quando a paciente deseja aumentar o volume das mamas e a avaliação médica demonstra que o implante pode contribuir para esse objetivo.
Perda de volume
Algumas pacientes apresentam redução do volume mamário após emagrecimento, gestação, amamentação ou alterações relacionadas ao processo de envelhecimento.
Desequilíbrio de volume ou proporção
Em determinadas situações, o implante pode ajudar a melhorar a proporção entre as mamas e o restante do corpo.
Reconstrução mamária
As próteses também podem fazer parte de procedimentos reconstrutivos, especialmente após determinadas doenças ou cirurgias mamárias.
Mas é importante lembrar: indicação não significa apenas escolher o tamanho da prótese.
O tamanho da prótese não deve ser escolhido isoladamente
Uma das perguntas mais frequentes durante a consulta é:
“Qual tamanho de silicone eu devo colocar?”
A resposta não deve ser baseada apenas em uma preferência numérica.
A escolha do implante precisa considerar características como largura e formato do tórax, dimensões das mamas, quantidade e qualidade dos tecidos, cobertura disponível para o implante e objetivo estético ou reconstrutivo.
O tamanho que fica adequado para uma paciente pode não ser adequado para outra.
Por isso, não existe um tamanho ideal de prótese que sirva para todas as mulheres.
E quando a prótese não é a melhor opção?
Esse é um ponto que considero particularmente importante.
Existem pacientes que chegam ao consultório imaginando que precisam de uma prótese, mas cuja principal queixa está relacionada à queda das mamas ou ao excesso de pele.
Nessas situações, uma mastopexia, com ou sem prótese, pode ser uma alternativa a ser avaliada.
Em outras pacientes, uma mamoplastia redutora pode ser mais adequada.
Portanto, a pergunta não deve ser simplesmente:
“Qual prótese devo colocar?”
Antes dela, existe uma pergunta muito mais importante:
“Qual procedimento é mais adequado para o meu caso?”
Prótese de silicone exige acompanhamento
A colocação de um implante mamário não encerra o cuidado.
A paciente deve receber orientações sobre acompanhamento, possíveis alterações nas mamas e a necessidade de avaliação médica ao longo do tempo.
Além disso, como qualquer procedimento cirúrgico, a cirurgia apresenta riscos e possíveis complicações que devem ser discutidos durante a consulta.
A cirurgia começa antes da escolha da prótese
Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, continuo acreditando que uma boa cirurgia começa muito antes da sala de operação.
Começa na conversa.
É durante a consulta que podemos compreender o que realmente incomoda a paciente, avaliar suas características, discutir possibilidades e limitações e decidir, juntos, se a prótese é realmente indicada.
Nem toda paciente que deseja uma prótese precisa de uma prótese.
E essa talvez seja uma das informações mais importantes antes de tomar essa decisão.
Antes de escolher o tamanho, escolha uma boa avaliação.
Dr. Reinaldo Neves
Cirurgião Plástico — CRM-MG 19.473 | RQE 16.188
40 anos de experiência em Cirurgia Plástica.
CICATRIZES: QUANDO UMA CICATRIZ PODE SER CORRIGIDA CIRURGICAMENTE?
Toda cirurgia deixa uma cicatriz.
Essa é uma realidade que precisa ser compreendida antes de qualquer procedimento cirúrgico.
A pele tem a capacidade de cicatrizar, mas o resultado dessa cicatrização varia de pessoa para pessoa. Algumas cicatrizes tornam-se discretas com o tempo. Outras podem permanecer mais largas, espessas, retraídas, pigmentadas ou apresentar alterações que incomodam o paciente.
Mas existe uma pergunta importante:
Quando uma cicatriz pode ser melhorada por meio de uma nova cirurgia?
Cirurgia não apaga uma cicatriz
Esse talvez seja o primeiro ponto a esclarecer.
Quando uma cicatriz é corrigida cirurgicamente, uma nova cicatriz será formada.
O objetivo da cirurgia é retirar ou modificar a cicatriz existente e tentar obter uma cicatriz de melhor qualidade, posicionamento ou aparência.
Por isso, não se deve prometer que uma cicatriz desaparecerá completamente.
O objetivo realista é melhorá-la.
Em quais situações a cirurgia pode ser considerada?
A correção cirúrgica pode ser avaliada quando a cicatriz apresenta características que comprometem sua aparência ou, em determinadas situações, sua função.
Entre elas:
Cicatrizes muito largas
Podem ocorrer quando há maior tensão sobre a região durante o processo de cicatrização.
Cicatrizes retraídas
Podem limitar movimentos ou produzir alterações no contorno da pele.
Cicatrizes irregulares
Podem apresentar alterações de formato, espessura ou posicionamento que justificam uma avaliação.
Cicatrizes que acompanham pregas ou linhas inadequadas da pele
Em algumas situações, a mudança do posicionamento ou da orientação da cicatriz pode proporcionar melhora estética.
Cicatrizes decorrentes de traumas, queimaduras ou cirurgias anteriores
Dependendo das características e da localização, procedimentos reparadores podem ser considerados.
E as cicatrizes elevadas?
Nem toda cicatriz elevada deve ser tratada com cirurgia.
Cicatrizes hipertróficas e queloides possuem características próprias e podem exigir diferentes formas de tratamento, isoladamente ou em associação.
A cirurgia, quando indicada, deve fazer parte de um planejamento que considere o risco de uma nova alteração cicatricial.
Por isso, avaliar o tipo de cicatriz é fundamental antes de decidir pelo tratamento.
O tempo também é importante
Uma cicatriz recente ainda está passando por um processo de maturação.
Sua aparência pode mudar significativamente ao longo dos meses, tornando-se progressivamente mais clara, macia e menos evidente.
Por isso, nem toda cicatriz que inicialmente parece ruim precisa ser imediatamente submetida a uma nova cirurgia.
É necessário avaliar há quanto tempo ela existe, como está evoluindo e quais características apresenta.
Por que algumas pessoas cicatrizam melhor que outras?
A cicatrização depende de vários fatores.
Entre eles estão características individuais da pele, localização da cicatriz, tensão sobre os tecidos, técnica cirúrgica, condições clínicas, cuidados durante o pós-operatório e tendência individual à formação de cicatrizes exuberantes.
Por isso, não é possível garantir antecipadamente como uma cicatriz ficará em determinada pessoa.
A correção de uma cicatriz exige expectativa realista
Uma das coisas mais importantes em uma consulta para correção de cicatriz é estabelecer aquilo que realmente pode ser alcançado.
O objetivo não é prometer uma pele sem marcas.
É procurar uma melhora possível e tecnicamente adequada, respeitando as características de cada paciente.
Em alguns casos, a melhor conduta pode ser cirúrgica. Em outros, tratamentos não cirúrgicos podem ser mais apropriados. E existem situações em que simplesmente acompanhar a evolução da cicatriz é a decisão mais prudente.
Quando procurar um cirurgião plástico?
Se uma cicatriz causa incômodo estético, dor, coceira, retração ou limitação funcional, uma avaliação médica pode esclarecer quais alternativas existem.
A decisão pelo tratamento deve ser individualizada.
Uma cicatriz não precisa ser perfeita para ser considerada uma boa cicatriz.
Ela precisa ser avaliada dentro das características de cada pessoa, do procedimento realizado e da forma como o organismo respondeu ao processo de cicatrização.
Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, aprendi que corrigir uma cicatriz não significa prometer apagá-la. Significa buscar, com técnica e responsabilidade, uma condição melhor do que aquela que temos.
Dr. Reinaldo Neves
Cirurgião Plástico — CRM-MG 19.473 | RQE 16.188
40 anos de experiência em Cirurgia Plástica.
O PÓS-OPERATÓRIO TAMBÉM FAZ PARTE DA CIRURGIA
Quando se fala em Cirurgia Plástica, é comum que a atenção esteja concentrada no dia da operação.
O procedimento, a técnica, o resultado esperado.
Mas existe uma parte igualmente importante dessa jornada que começa justamente quando a cirurgia termina:
o pós-operatório.
Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, uma das coisas que aprendi é que uma cirurgia bem planejada não termina na sala de cirurgia. O cuidado continua durante a recuperação.
A cirurgia termina. O tratamento, não.
O período pós-operatório é uma fase em que o organismo precisa de tempo para se recuperar.
Edema, equimoses, desconforto, alterações da sensibilidade e outras manifestações podem fazer parte da recuperação, dependendo do procedimento realizado.
Mas também existem situações que precisam ser reconhecidas e avaliadas pelo médico.
Por isso, acompanhar o paciente é tão importante quanto realizar a cirurgia.
Cada paciente tem uma recuperação diferente
Não existe um pós-operatório absolutamente igual para todas as pessoas.
A recuperação depende do tipo de cirurgia realizada, da extensão do procedimento, das condições individuais do paciente e da própria resposta do organismo.
Por isso, orientações devem ser individualizadas.
O momento de retornar às atividades, dirigir, fazer exercícios, trabalhar ou realizar determinados esforços deve ser definido de acordo com a evolução de cada caso.
O paciente também participa da sua recuperação
O sucesso do pós-operatório não depende exclusivamente do cirurgião.
Seguir corretamente as orientações médicas, comparecer às consultas de acompanhamento, utilizar medicamentos conforme prescrição e respeitar as limitações estabelecidas são atitudes importantes durante a recuperação.
Também é fundamental comunicar ao médico qualquer alteração que cause preocupação.
Não existe pergunta sem importância quando se trata do seu pós-operatório.
Na dúvida, pergunte.
Nem tudo que acontece no pós-operatório significa uma complicação
Essa é uma preocupação bastante comum.
Algumas alterações fazem parte do processo normal de recuperação. Outras podem representar complicações e precisam de avaliação.
A diferença nem sempre pode ser determinada pelo paciente sozinho.
Por isso, uma orientação importante é:
não tente interpretar sozinho aquilo que está acontecendo com seu corpo.
Entre em contato com sua equipe médica sempre que houver algo diferente do que foi explicado ou que provoque preocupação.
O acompanhamento faz parte da segurança
Consultas de retorno permitem avaliar a evolução da cicatrização, o comportamento dos tecidos, a presença de edema, a resposta ao procedimento e outros aspectos importantes da recuperação.
O acompanhamento também permite identificar precocemente alterações que eventualmente necessitem de alguma intervenção.
Por isso, não considero o retorno uma simples formalidade.
Ele faz parte do tratamento.
Tenha paciência com o resultado
Outro ponto importante é compreender que o resultado de uma cirurgia plástica não aparece necessariamente de imediato.
O organismo precisa de tempo para desinchar, cicatrizar e reorganizar os tecidos.
Em muitos procedimentos, o resultado passa por diferentes fases até atingir uma aparência mais próxima daquela que será considerada definitiva.
Por isso, comparar seu corpo poucos dias ou semanas depois da cirurgia com uma expectativa de resultado final pode gerar ansiedade desnecessária.
Recuperação também exige tempo.
O cuidado continua depois da cirurgia
Ao longo de 40 anos de profissão, aprendi que uma boa relação médico-paciente não termina quando a cirurgia acaba.
Ela continua durante o período de recuperação.
Orientar, acompanhar, esclarecer dúvidas e avaliar a evolução fazem parte da responsabilidade de quem realizou o procedimento.
Cirurgia Plástica não é apenas o momento da operação.
É todo um processo:
Avaliar.
Planejar.
Operar.
Acompanhar.
Cuidar.
E é por isso que acredito que:
O pós-operatório não é uma etapa depois da cirurgia.
Ele também faz parte da cirurgia.
Dr. Reinaldo Neves
Cirurgião Plástico — CRM-MG 19.473 | RQE 16.188
40 anos de experiência em Cirurgia Plástica.
MINHA PRÓTESE ROMPEU. E AGORA?
Receber a informação de que uma prótese de silicone pode ter sofrido uma ruptura costuma gerar preocupação e muitas dúvidas.
É perigoso? Preciso retirar a prótese? Posso esperar? É preciso trocar por outra?
A primeira coisa importante é: uma suspeita de ruptura não significa, automaticamente, que seja necessário realizar uma cirurgia de urgência. A conduta depende de uma avaliação médica individualizada.
A ruptura pode não causar sintomas
Uma das dificuldades é que algumas rupturas podem ocorrer sem sinais evidentes.
Em outras situações, podem surgir alterações como mudança no formato ou volume da mama, dor, endurecimento, assimetria ou outras alterações percebidas pela própria paciente.
Por isso, diante de uma suspeita, não é recomendável tomar decisões apenas com base nos sintomas ou na aparência.
Como saber se a prótese realmente rompeu?
A avaliação começa pela consulta médica e pelo exame físico.
Quando existe suspeita de ruptura, exames de imagem podem ser utilizados para complementar a investigação. A escolha do exame depende de cada caso e do tipo de prótese.
O objetivo não é apenas responder se existe ou não uma ruptura, mas compreender onde ela está, quais estruturas estão envolvidas e qual é a melhor conduta para aquela paciente.
Toda prótese rompida precisa ser retirada?
Essa é uma das perguntas mais frequentes.
A resposta não deve ser dada de maneira automática.
A decisão sobre retirar, trocar ou eventualmente adotar outra conduta depende de diversos fatores: características da ruptura, sintomas, condição dos tecidos, tipo e localização da prótese, exames realizados e expectativas da paciente.
Por isso, não existe uma única conduta que sirva para todas as pacientes.
E se a prótese tiver silicone gel?
Nas próteses de silicone em gel, o material pode permanecer contido pela própria estrutura da prótese ou, em determinadas situações, ultrapassar sua cápsula.
Essa diferença é importante para a avaliação médica e para o planejamento da conduta.
É justamente por isso que uma suspeita de ruptura deve ser investigada adequadamente, em vez de simplesmente ser ignorada.
Posso continuar com a prótese?
Essa é uma decisão que precisa ser individualizada.
Mesmo quando a paciente não apresenta sintomas importantes, uma ruptura confirmada merece avaliação pelo cirurgião plástico para que sejam discutidas as possibilidades de tratamento.
A decisão deve considerar não apenas o exame, mas também a situação clínica e as expectativas da paciente.
E depois de muitos anos? A prótese "vence"?
As próteses mamárias não devem ser encaradas como dispositivos que obrigatoriamente precisam ser trocados em uma data determinada simplesmente porque passaram alguns anos.
Entretanto, próteses mamárias exigem acompanhamento.
Com o passar do tempo, podem ocorrer alterações na própria prótese ou nos tecidos da mama, além de mudanças naturais decorrentes de envelhecimento, gestação, variação de peso e outros fatores.
Por isso, acompanhamento médico é mais importante do que estabelecer uma data fixa para uma eventual troca.
O mais importante: não tome uma decisão pelo medo
Encontrar uma alteração na prótese pode causar ansiedade. Mas decisões precipitadas também não são necessárias.
O caminho adequado é:
Suspeitou → procure avaliação médica → investigue → compreenda o diagnóstico → discuta as possibilidades → decida com segurança.
Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, acredito que essa seja uma das partes mais importantes do meu trabalho: não apenas realizar uma cirurgia, mas ajudar o paciente a tomar uma decisão consciente sobre ela.
Uma prótese pode romper. Isso é uma possibilidade que deve ser conhecida por toda paciente que possui implantes mamários.
Mas, diante de uma suspeita ou confirmação de ruptura, o mais importante é não entrar em pânico e não tomar decisões sem avaliação médica.
Minha orientação
Se você tem próteses mamárias e percebeu alguma alteração, ou recebeu um exame sugerindo ruptura, procure seu cirurgião plástico.
Leve seus exames anteriores, informações sobre o implante, quando disponíveis, e relate qualquer mudança que tenha percebido.
A avaliação individualizada é o primeiro passo para saber o que realmente deve ser feito.
Dr. Reinaldo Neves
Cirurgião Plástico
CRM-MG 19.473 | RQE 16.188
40 anos de experiência em Cirurgia Plástica
Cirurgia Plástica não começa na sala de cirurgia. Começa na conversa.
MAMOPLASTIA REDUTORA: QUANDO REDUZIR AS MAMAS PODE MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA
Mais do que uma questão estética, o tamanho das mamas pode interferir no conforto e na rotina de algumas mulheres. Quando se fala em mamoplastia redutora, é comum pensar apenas na redução do tamanho das mamas e na mudança do contorno corporal.
Mas, para algumas mulheres, mamas muito volumosas podem representar muito mais do que uma questão estética.
Podem estar associadas a desconforto físico, limitações para determinadas atividades e dificuldade para encontrar roupas adequadas, além de afetar a maneira como a mulher se sente em relação ao próprio corpo.
É nesse contexto que a mamoplastia redutora pode ser considerada.
Quando o tamanho das mamas incomoda?
Não existe um tamanho de mama que, isoladamente, determine a necessidade de cirurgia.
A indicação deve considerar a paciente como um todo.
Algumas mulheres apresentam mamas muito volumosas em relação ao seu corpo e relatam sintomas como:
dores nas costas, pescoço ou ombros;
marcas profundas das alças do sutiã;
desconforto durante atividades físicas;
dificuldade para encontrar roupas que proporcionem bom ajuste;
irritações ou alterações na pele abaixo das mamas;
dificuldade para dormir ou realizar determinadas atividades do dia a dia.
Essas queixas precisam ser avaliadas individualmente.
Reduzir as mamas não significa apenas retirar tecido
A mamoplastia redutora é uma cirurgia que envolve planejamento.
O objetivo não é simplesmente retirar uma determinada quantidade de tecido mamário, mas buscar uma proporção adequada ao corpo da paciente, considerando também o formato das mamas, a posição das aréolas, a qualidade da pele e as características individuais.
Em determinadas situações, além da redução do volume, é necessário realizar a remodelação das mamas para melhorar seu formato e posição.
Por isso, não existe uma técnica ou um tamanho final que possa ser definido da mesma maneira para todas as mulheres.
A cirurgia pode melhorar a qualidade de vida?
Em pacientes adequadamente selecionadas, a redução do volume mamário pode proporcionar melhora de sintomas físicos e facilitar algumas atividades do cotidiano.
Mas é importante ter uma expectativa realista.
A cirurgia pode melhorar determinadas queixas relacionadas ao excesso de volume mamário, mas não deve ser apresentada como garantia de eliminação de toda dor ou desconforto.
Cada paciente tem uma história, uma anatomia e uma resposta ao tratamento.
E as cicatrizes?
Essa é uma questão que deve fazer parte da conversa antes da cirurgia.
A mamoplastia redutora deixa cicatrizes, cuja extensão e localização dependem da técnica utilizada e das características de cada caso.
As cicatrizes passam por um processo de maturação e podem sofrer modificações ao longo do tempo.
Por isso, antes de decidir pela cirurgia, é importante compreender não apenas os benefícios esperados, mas também suas limitações, riscos e possíveis consequências.
A consulta é fundamental
Uma boa indicação começa por uma avaliação individualizada.
Durante a consulta, é importante compreender:
O que realmente incomoda a paciente?
Quais são suas expectativas?
Existe indicação médica para a redução?
Qual volume e formato podem ser adequados para o seu corpo?
Quais são os riscos, as cicatrizes e as limitações da cirurgia?
Essas perguntas fazem parte da decisão.
Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, aprendi que uma boa cirurgia não começa pela escolha da técnica.
Começa pela compreensão da pessoa que está diante de nós.
Reduzir as mamas pode ser uma decisão sobre bem-estar
Para algumas mulheres, a mamoplastia redutora representa uma mudança importante na relação com o próprio corpo e na realização de atividades que antes eram desconfortáveis.
Mas a cirurgia não deve ser indicada simplesmente porque uma mulher deseja ter mamas menores.
É preciso avaliar se existe indicação, quais benefícios podem ser esperados e quais são os riscos e limitações envolvidos.
EXCESSO DE PELE APÓS GRANDE PERDA DE PESO: QUANDO A CIRURGIA PODE SER INDICADA?
Depois de emagrecer, algumas pessoas continuam convivendo com excesso de pele. Quando a cirurgia pode fazer sentido?
Perder uma quantidade significativa de peso pode representar uma grande conquista.
Mas, depois de um emagrecimento importante, algumas pessoas percebem que o corpo não acompanha completamente a transformação ocorrida.
A pele que foi muito distendida pode não conseguir retornar ao seu formato anterior, permanecendo em excesso em diferentes regiões do corpo.
É nesse momento que surge uma pergunta bastante comum:
“Depois de emagrecer, o que posso fazer com o excesso de pele?”
Em algumas situações, a cirurgia plástica pode ser indicada.
Por que sobra pele depois de um grande emagrecimento?
A pele possui capacidade de distensão e retração. Porém, quando permanece submetida a uma grande distensão durante determinado período, essa capacidade pode ser limitada.
Além da quantidade de peso perdida, vários fatores influenciam a condição da pele, como idade, características individuais, genética, elasticidade, tempo em que houve o excesso de peso e a quantidade de tecido que permanece.
Por isso, duas pessoas que perderam a mesma quantidade de peso podem apresentar situações corporais completamente diferentes.
Quando o excesso de pele pode incomodar?
O excesso de pele pode estar presente em diversas regiões, como:
abdômen; braços; coxas; dorso; região pubiana; mamas, axilas; pescoço e vários outros locais do corpo.
Em algumas pessoas, o problema é predominantemente estético.
Em outras, o excesso de tecido pode provocar atrito, dificuldade de higiene, irritações nas dobras, desconforto durante atividades físicas ou dificuldade para vestir determinadas roupas.
Esses aspectos fazem parte da avaliação médica.
A cirurgia não é uma continuação do emagrecimento
Esse é um ponto importante.
Cirurgias para retirada de excesso de pele não têm como objetivo promover emagrecimento.
Seu propósito é remover tecidos excedentes e remodelar determinadas regiões do corpo, buscando melhorar o contorno corporal dentro dos limites possíveis.
Por isso, a pessoa que pretende realizar esse tipo de cirurgia precisa, em geral, estar próxima de um peso que consiga manter de forma estável.
É preciso esperar o peso estabilizar?
A estabilidade do peso é um dos aspectos importantes antes de considerar uma cirurgia de contorno corporal.
Se a pessoa ainda está perdendo peso de maneira significativa, novas mudanças no corpo podem ocorrer após a cirurgia, comprometendo o planejamento realizado.
Por isso, antes de operar, é necessário avaliar não apenas quanto peso foi perdido, mas também como está o peso atual e se ele está estável.
Quais cirurgias podem ser indicadas?
A cirurgia depende da região e da quantidade de excesso de pele.
No abdômen, por exemplo, pode ser indicada uma abdominoplastia, eventualmente associada a outras abordagens quando houver indicação.
Nos braços, pode ser considerada uma braquioplastia.
Nas coxas, uma cruroplastia pode ser indicada em casos selecionados.
Em algumas pessoas, alterações nas mamas também podem exigir procedimentos específicos para retirada de excesso de pele e remodelação.
Não existe, portanto, uma única cirurgia para quem perdeu muito peso.
O procedimento deve ser escolhido de acordo com as características de cada paciente.
É possível corrigir tudo de uma vez?
Nem sempre.
Depois de uma grande perda de peso, pode existir excesso de pele em várias regiões do corpo.
Tentar realizar muitos procedimentos simultaneamente pode aumentar a extensão e a duração da cirurgia e, consequentemente, os riscos envolvidos.
Por isso, o planejamento deve considerar a segurança da paciente, a extensão das áreas a serem tratadas, suas condições clínicas e o que realmente pode ser realizado de maneira responsável.
Às vezes, o melhor planejamento é dividir o tratamento em etapas.
E as cicatrizes?
Esse é um aspecto que precisa ser discutido com transparência.
Para retirar excesso de pele, é necessário realizar incisões e, consequentemente, haverá cicatrizes.
A posição e a extensão dessas cicatrizes dependem da cirurgia realizada e das características individuais.
Por isso, a decisão não deve considerar apenas o que será retirado, mas também onde ficarão as cicatrizes e qual será a relação entre os benefícios esperados e as marcas deixadas pelo procedimento.
Quando a cirurgia pode ser indicada?
Não existe uma quantidade específica de quilos perdidos que determine, sozinha, a indicação de cirurgia.
A avaliação deve considerar um conjunto de fatores:
Peso atual e estabilidade do peso.
Quantidade e distribuição do excesso de pele.
Condições clínicas da paciente.
Queixas e limitações provocadas pelo excesso de tecido.
Qualidade da pele.
Expectativas em relação ao resultado.
Possibilidade de realizar o procedimento com segurança.
É a combinação desses elementos que permite estabelecer uma indicação individualizada.
O mais importante é não ter pressa
Depois de uma grande perda de peso, é natural querer transformar rapidamente o corpo que surgiu após o emagrecimento.
Mas a cirurgia de contorno corporal também precisa ser planejada com cuidado.
É necessário avaliar o momento adequado, as condições clínicas, as áreas prioritárias, os riscos, as cicatrizes e o resultado que realmente pode ser alcançado.
Depois de 40 anos dedicados à Cirurgia Plástica, acredito que uma boa indicação não é aquela que promete transformar tudo. É aquela que identifica o que pode ser feito com segurança e responsabilidade.
Em resumo
O excesso de pele após grande perda de peso pode ser apenas uma questão estética, mas também pode provocar desconforto e limitações no cotidiano.
Em pacientes adequadamente avaliados, a cirurgia plástica pode contribuir para melhorar o contorno corporal e a relação da pessoa com o próprio corpo.
Mas não existe uma cirurgia igual para todos.
Cada paciente precisa ser avaliado individualmente.
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Além da atuação como Cirurgião Plástico, exerço atividade como Perito Judicial,
contribuindo tecnicamente para a análise de questões médicas que integram
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compreensão dos fatos e na formação de seu convencimento.
Minha atuação concentra-se especialmente em perícias relacionadas à
Cirurgia Plástica e à responsabilidade médica, incluindo a análise de possíveis
complicações, resultados cirúrgicos, alegações de erro médico, nexo causal e
adequação da conduta médica às circunstâncias do caso.
Com 40 anos de experiência na Cirurgia Plástica, procuro aliar conhecimento clínico e cirúrgico à metodologia médico-pericial, realizando uma análise criteriosa dos documentos, prontuários, exames, registros médicos e demais elementos disponíveis em cada processo.
Uma perícia técnica, independente e fundamentada.
O trabalho pericial deve ser desenvolvido com rigor técnico, fundamentação científica e compromisso com a imparcialidade, respeitando os limites da Medicina e os quesitos formulados no processo.
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